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Presidente Temer vê novas possibilidades de acordo com países da Aliança do Pacífico

24.07.2018

Diante do fortalecimento dos laços bilaterais entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico, o ambiente é propício ao fechamento de novos acordos comerciais entre o Brasil e países latino-americanos. A avaliação é da comitiva brasileira que participa da Cúpula Mercosul-Aliança, no México.

O grupo registrou avanços nas negociações de livre comércio com o Chile e também novos acordos de troca comercial com o governo mexicano. “Tratamos do acordo de livre comércio com o Chile e Brasil. Os nossos ministros estão empenhados nisso e acho que este é um dos primeiros resultados dessa aliança”, disse o presidente da República, Michel Temer, a jornalistas, depois de reunião com o Presidente da República do Chile, Sebastián Piñera.

Novas oportunidades

Além da aproximação com o Chile e com a Colômbia, outros assuntos estão na pauta de discussões para o governo brasileiro, como o aumento de quotas de exportação de frango para o México e o avanço nas trocas comerciais de outros produtos, tais como o arroz e o feijão.

De acordo com o Ministério da Relações Exteriores do Brasil, a agenda também está centrada em temas não tarifários, como redução da burocracia, facilitação dos trâmites de comércio exterior, integração das estruturas produtivas e aproximação dos empresários dos blocos. Como forma de buscar aproximação maior entre os países, também ganham destaque temas para além da área econômica, na área de cultura, movimento de pessoas e mobilidade acadêmica.

Integração

A Aliança do Pacífico foi estabelecida em 2011 com o objetivo de integrar Chile, Peru, Colômbia e México. Já os países que participam do Mercosul são: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A Bolívia está em processo de adesão ao bloco e a Venezuela está suspensa.

Desde que a possibilidade de acordo entre a Aliança e o Mercosul se intensificou, a partir de 2014, já foram removidas várias barreiras tarifárias e regulatórias ao comércio entre os integrantes dos blocos, além de ter sido facilitada a cooperação aduaneira e a interação de empresas, principalmente de pequeno e médio porte.

FONTE: Planalto