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Brasil continuará a receber e apoiar venezuelanos, afirma Temer

03.09.2018

Em artigo publicado nesta segunda-feira (3) pela Agência EFE, o presidente da República, Michel Temer, afirmou que o País continuará atuando para receber venezuelanos e garantir a segurança deles e dos brasileiros nas regiões afetadas pelo fluxo migratório, em especial em Roraima.

No texto, Temer reforçou que “nunca se cogitou o fechamento de fronteiras” e destacou que os imigrantes têm sido recebidos com dignidade. “Este é o Brasil: um país solidário, de tradição acolhedora a todos os povos do mundo e cumpridor de seus compromissos internacionais em todos os momentos históricos”, comentou o presidente.

Medidas

Michel Temer reconheceu que a chegada de venezuelanos ao território brasileiro “traz significativas demandas a nossos serviços públicos e importantes desafios para uma região tão carente como é Roraima”.

No entanto, lembrou, as autoridades federais têm agido para reduzir esses impactos. Dentre as medidas, o presidente destacou o reforço das equipes de funcionários que atuam na fronteira, o fornecimento de documentação aos imigrantes que chegam ao Brasil e o aumento de ações de vacinação e de assistência médica para brasileiros e venezuelanos.

Ele também listou a construção de dez abrigos em que os cidadãos vindos da Venezuela recebem alimentação e apoio adequado e informou que outros dois estão quase concluídos. “Intensificamos ainda as medidas de transferência, para outros pontos do território brasileiro, dos venezuelanos que, chegando ao Brasil, assim o desejem. O processo é naturalmente complexo, mas o temos conduzido de forma ordenada e segura. E assim continuaremos a fazer”, afirmou Temer.

O presidente salientou também que o esforço brasileiro é reconhecido por organismos internacionais como o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. “Continuamos a promover medidas diplomáticas que estimulem o governo venezuelano a retomar o caminho da democracia, da estabilidade e do desenvolvimento”, completou.

FONTE: Planalto, com informações da Agência EFE