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Vendas no varejo crescem pelo segundo mês seguido, mostra IBGE

Valor Econômico

13.06.2018

O volume de vendas no varejo restrito — que exclui o comércio de automóveis e de materiais de construção — cresceu 1% em abril, perante o mês anterior, descontados os efeitos sazonais, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O desempenho surpreendeu positivamente, ao ficar acima da média das estimativas de 24 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, de aumento de 0,4% frente a março. O intervalo das projeções ia de queda de 0,7% a elevação de 1,3%.

O resultado ocorre após aumento de 1,1% nas vendas do setor entre fevereiro e março – dado revisado de avanço de 0,3%. A revisão reflete o ajuste sazonal e novos dados primários para atividades de supermercados e equipamentos de escritório.

Perante março de 2017. o volume de vendas do varejo em abril foi 3,4% maior. O setor acumulou ainda avanço de 3,4% no ano e de 3,7% nos últimos 12 meses.

Com relação à receita nominal (sem desconto da inflação) do varejo, houve alta de 1,1% entre março e abril e de 1,2% no comparativo com o quarto mês de 2017.

Os números do comércio vêm uma semana após dados positivos também na indústria em abril. O IBGE divulgou que o setor entrou no segundo trimestre com avanço de 0,8% frente a março, pela série com ajuste sazonal, resultado acima do esperado pela média do mercado (+0,4%).

Varejo ampliado

As vendas no varejo ampliado – que incluem veículos e material de construção – registraram elevação de 1,3% entre março e abril, acima da estimativa média de 18 analistas de consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data, que previam avanço de 1%.

O destaque ficou para a venda de veículos, com crescimento de 1,9% no período. Já o volume de vendas de materiais de construção subiram 1,7%.

Perante abril de 2017, o volume de vendas do varejo ampliado aumentou 8,6%. O setor acumula agora expansão de 7,4% no ano e de 7% em 12 meses.

A receita nominal do varejo ampliado — que não retira a inflação do mês — teve crescimento de 0,8% em abril.

Atividades

Das dez atividades pesquisadas pelo IBGE no varejo ampliado, nove registraram avanço das vendas em abril, na comparação a março.

“Desde 2012, a pesquisa não mostrava todas as atividades no campo positivo por essa base de comparação na margem, frente ao mês anterior”, disse a gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Isabella Nunes.

O avanço mais importante para o resultado veio da atividade chamada Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que representa quase a metade (46%) do varejo restrito e um terço (36%) do varejo ampliado. O setor cresceu 1% em abril, frente a março.

“Todo o varejo se movimentou em abril, mas é um setor que está na base do consumo, tem peso grande na pesquisa e por isso mesmo foi um destaque positivo”, disse Isabella.

Outro destaque positivo foi a atividade de artigos farmacêuticos, medicamentos, ortopédicos e perfumaria, que também está na base de consumo das famílias. Essa atividade cresceu 1,5% na passagem de março para abril.

Outras taxas positivas vierma de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (4,8%), Combustíveis e lubrificantes (3,4%), Livros, jornais, revistas e papelarias (0,9%), Móveis e eletrodomésticos (0,7%), Tecidos, vestuário e calçados (0,3%). Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,0%) ficou estável.

O comércio varejista cresceu 1% em abril, frente a março, acima das expectativas do mercado, conforme dados divulgados hoje pelo IBGE.

Na comparação com abril de 2017, o volume do comércio varejista subiu 0,6%, 13º resultado positivo seguido, alcançando três das oito atividades.