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Reforma trabalhista reduzirá desemprego em 1,5 milhão, diz Itaú

Veja.com

07.08.2017

reforma trabalhista aprovada em julho fará com que o desemprego recue em 1,5 milhão de pessoas em quatro anos, segundo estudo do Itaú divulgado nesta segunda-feira. Os analistas consideram que as mudanças nos mais de cem pontos da CLT, que entrarão em vigor a partir de novembro, aumentarão a competitividade das empresas do país e podem elevar em 3,2% o PIB no mesmo período. O número de desempregados no país foi de 13,5 milhões em junho, segundo os últimos dados do IBGE.

De acordo com a análise, assinada pelos especialistas Fernando Gonçalves, Luka Barbosa e André Matcin, os maiores impactos seriam decorrentes da melhora na facilidade para contratar e demitir e na cooperação entre trabalhadores e empregadores. Os analistas levam em conta os quesitos sobre mercado de trabalho do Relatório de Competitividade Global (RCG), produzido pelo Fórum Econômico Mundial. Nesta lista, o Brasil ocupa o 117º lugar dentre 138 países – com a reforma, chegaria ao 86º.

Em relação às admissões e demissões, o ganho estaria nos novos modalidades de contrato, como o trabalho intermitente, redução de jornadas ou home office, que permitiriam às empresas se ajustar melhor às mudanças na sua demanda. Outra vantagem para os empregadores é o menor risco de sofrerem processos trabalhistas nas dispensas, por itens como a possibilidade da demissão por acordo, a redução do papel dos sindicatos e medidas que desincentivarão ações de má fé. “Em conjunto, estas medidas tendem a aumentar a formalização do emprego e a produzir uma menor rotatividade, aumentando assim os incentivos para investimento em treinamento e formação do capital humano por parte do empregador”, estimam os analistas.

O ganho na cooperação entre empregados e empregadores viria, além das novas modalidades contratação, de mudanças como a prevalência de acordos individuais e a remuneração por produtividade.

Apesar dos benefícios previstos, os analistas consideram que os ganhos dependerão de como a Justiça vai julgar os casos decorrentes das novas leis, e a expectativa é de que as mudanças aumentem o número de processos no curto prazo. Os analistas consideram também que o impacto da reforma na economia é alto, mas são necessárias outras reformas além da trabalhista. “No entanto, para alcançar níveis de competitividade mais elevados, são necessárias mudanças em outras frentes, como qualidade das instituições, ambiente macroeconômico (incluindo a complexidade tributária) e infraestrutura”. diz trecho do texto.