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Queda expressiva do desemprego, o último indicador a reagir

O Globo

28.07.2017

O desemprego, o último dado a reagir às mudanças na economia, teve uma melhora expressiva no segundo trimestre. A taxa caiu para 13% entre abril e junho, bem abaixo dos 13,7% do período anterior. O país fechou a primeira metade do ano com 13,5 milhões de desempregados, patamar ainda alto. O crescimento do mercado de trabalho, porém, vai dando consistência à retomada. Vale notar que o segundo semestre, o melhor período do ano para a criação de vagas, ainda está por vir.

— O ambiente na economia melhorou nos últimos meses e os efeitos chegaram ao mercado de trabalho. Sem novas surpresas, a tendência deve se manter no segundo semestre, quando tradicionalmente o desemprego recua — conta José Márcio Camargo, da PUC-Rio. Com a proximidade das festas de fim de ano, a atividade costuma ficar mais aquecida.

O resultado até agora não foi apenas um efeito estatístico. A economia está absorvendo mais mão de obra. O número de empregados avançou rapidamente. Na comparação com o primeiro trimestre, mais 1,3 milhão de pessoas entraram para a população ocupada, agora estimada em 90,2 milhões de trabalhadores. O contingente de desempregados recuou mais devagar, com a saída de 690 mil pessoas.