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Inflação em queda e saque do FGTS ajudaram varejo em abril, nota IBGE

Valor Econômico

13.06.2017

Quatro das dez atividades analisadas pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) venderam mais em abril, na comparação com março, na série com ajuste sazonal, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês, o varejo cresceu 1% e o varejo ampliado, que inclui das vendas de veículos e material de construção, subiu 1,5%.

A principal influência positiva foi a do setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que apresentou aumento de 0,9% nas vendas, após 6% de queda acumulada nos dois meses anteriores. Esse segmento representa cerca de 30% de todo o comércio no país, tomando-se o conceito ampliado.

“A redução da inflação de alimentos e vestuário afeta de forma positiva o consumo, na medida em que há uma recomposição da renda real, mesmo com a ocupação em queda. É um cenário que traz algum alento”, afirmou Isabella Nunes, gerente da coordenação de serviços e comércio do IBGE.

O bom desempenho das vendas nos supermercados puxou também o varejo ampliado, apesar da queda de 0,3% em automóveis e de 1,9%, nas vendas de material de construção.

Isso ocorre porque as vendas dos supermercados têm peso maior no comércio do que veículos, motocicletas, partes e peças, que respondem por 24% do varejo. Além disso, nota Isabella Nunes, cada atividade recebe um ajuste sazonal específico, o que também pode ter contribuído para essa diferença do resultado ampliado em relação aos segmentos que são incluídos na sua conta.

Contou positivamente no mês, de acordo com a economista do IBGE, os saques das contas inativas do FGTS em abril. “A redução da inflação e algum recurso de liberação do FGTS têm impacto em atividades que são básicas, como supermercados e vestuário, embora parte desses recursos seja usada para pagamento de dívidas”, explicou a gerente.