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Economistas têm visão positiva

Valor Econômico

05.09.2017

A recuperação da atividade vai ganhar força nos próximos trimestres, com a possibilidade crescente de expansão do PIB superior a 2% em 2018, um movimento puxado basicamente pelo consumo das famílias e pela queda dos juros. A despeito da gravidade da situação fiscal, que continuará a exigir a aprovação de reformas mesmo diante da melhora da atividade, economistas que participaram de debate do Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), realizado ontem no Valor, têm visão positiva sobre a economia do país.

Os cenários traçados por Carlos Kawall, economista-chefe do Banco Safra, Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, David Beker, chefe de economia e estratégia do Bank of America Merrill Lynch no Brasil, e Luiz Fernando Figueiredo, diretor da Mauá Capital, não contemplam guinadas na política econômica com a eleição de 2018. A retomada mais firme da atividade reforçaria candidaturas com discurso reformista e de austeridade fiscal.

O ano eleitoral deve chegar com taxa de juros e inflação baixas, situação muito confortável no balanço de pagamentos, recuperação do emprego e da atividade, e, pela primeira vez, segundo Kawall, haveria espaço para uma campanha em que questões como a redução do tamanho do Estado e privatização sejam tratadas abertamente.